Quantas vezes já reagiste por impulso e depois arrependeste-te?
Ou engoliste o que sentias só para manter a paz?
Todos os dias, no trabalho e nas relações, somos colocadas à prova emocionalmente. E é aqui que entra uma competência essencial, mas pouco ensinada, a inteligência emocional.
O que é a inteligência emocional?
É a capacidade de reconhecer, compreender e gerir as suas próprias emoções – e também as dos outros.
Não se trata de “controlar” emoções ou fingir que está tudo bem, mas permitir-se sentir com consciência sem deixar que as emoções te dominem ou te afastem de quem és.
Como influencia o teu trabalho?
- Tomada de decisões mais claras.
Quando estás em equilíbrio emocional, consegues avaliar situações com mais lucidez. A ansiedade não te paralisa. O medo não decide por ti.
- Melhor comunicação com colegas e clientes.
A forma como respondes em momentos de stress pode aproximar ou afastar pessoas, a inteligência emocional ajuda-te a responder em vez de reagir.
- Mais resiliência nos desafios.
Negócios e empregos têm altos e baixos, uma mente emocionalmente madura não desiste à primeira dificuldade – adapta-se, aprende e segue.
E nas relações?
- Mais empatia, menos julgamento.
Quando reconheces as tuas emoções, consegues reconhecer as dos outros, melhorando o diálogo e evitando mal-entendidos.
- Limites saudáveis sem culpa.
Com inteligência emocional, sabes quando dizer “sim” e quando dizer “não” – sem te sentires egoísta.
- Relacionamentos autênticos.
Deixas de viver para agradar o outro e começas a viver com verdade e isso é libertador.
Como começar a desenvolver?
- Escuta-te com honestidade.
Quando sentires irritada, triste ou ansiosa, pergunta: “O que é que esta emoção quer mostrar-me?”
2. Respira antes de reagir.
A pausa entre sentir e agir é onde mora o teu poder de escolha.
3. Aprende a nomear as tuas emoções.
Dizer “eu estou frustrada” é diferente de dizer “eu estou cansada”. Dar nome certo às coisas traz-nos clareza.
A tua inteligência emocional é uma das tuas maiores aliadas.
Não para te tornar perfeita ou imune ao que sentes, mas para te tornares mais presente, mais livre e mais dona de ti.
Quanto mais te entendes, melhor te relacionas – com os outros e contigo.
Por Carla Jorge – Terapeuta e Facilitadora de Constelações.














